Valor do pensamento estratégico nas organizações

Por Alberto Vieira da Silva

Numa empresa ou organização, existe um itinerário mais ou menos complexo que começa no pensamento estratégico e termina nos resultados. Ou melhor, ele inicia-se na perspectiva de resultados e é construído daí para realidade da empresa. Esse itinerário ou processo contínuo, embora não de uma forma exclusiva, pode ser chamado de Gestão Estratégica.

O pensamento estratégico desenvolve-se de muitas formas possíveis, mas sobretudo com muita prática de gestão e, naturalmente, na criação de soluções reais, face a problemas reais, em situações reais. Porém, a constante leitura e análise dos melhores autores não deixa de ser uma condição da maior importância para desenvolver o pensamento estratégico, quer individualmente, quer na cultura da organização e aprender a aplicá-lo com sucesso. E como sempre, o conhecimento de cases de sucesso de gestão estratégica é sempre um fator inspirador para a prática.

Este blog existe na tese de que modelos e técnicas específicos de gestão ou de planejamento estratégico, por muito bons que sejam, não são suficientes se a organização não tiver um pensamento estratégico que impregne a prática diária da gestão. Mais precisamente, se pelo menos cada um dos principais decisores não cultivar o pensamento estratégico, com o foco em resultados; e se todos, cada um com as suas particularidades, atribuições e talentos individuais, não souber fazê-lo em equipe.

Com efeito, se uma equipe tiver sucesso, desde a alta administração a um simples projeto, todos são bons e brilharão por igual; mas se numa equipe houver estrelas brilhantes que não sabem ou não querem trabalhar em equipe, o insucesso também é de todos, e o brilho que seria do grupo ficará fechado na imaginação dessas estrelas que não conseguem ver mais além do que o seu ego. É por isso que se diz que a função estratégica é intensamente articuladora, integrada e integradora, apelando ao trabalho em equipe.

Com efeito, tudo o que é estratégico deve ser pensado de uma forma sistêmica, deve observar todas as vertentes da organização e do ambiente externo, e as decisões tomadas não devem sê-lo para benefício deste ou daquele setor, departamento ou função, mas para os resultados globais da instituição.

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