Gestão do Conhecimento: aquém e além da TI

A Gestão do Conhecimento, conhecida internacionalmente por KM ou Knowledge Management), é uma das áreas mais recentes de aplicação do pensamento dirigido para a Gestão. A KM vem aprofundando suas perspectivas e práticas em todo o mundo, no Brasil também; e, por sua transversalidade, ela vem somando importantes contribuições de diversas outras áreas. Aliás, se existe uma área naturalmente dotada de transversalidade e de colaborações multidisciplinares, temperando ciência, técnica, tecnologia e empirismo, essa área é a Gestão.

A abordagem talvez mais comum e porventura mais conhecida à Gestão do Conhecimento, é pelo lado das Tecnologias da Informação. O que não é de admirar, porque ela vem sendo explorada intensivamente pela indústria de Software. Além disso, as TI disponibilizam ferramentas úteis, que permitem captar e manipular grandes quantidades de informação que, de outro modo, demandariam mais tempo e maior dispêndio de recursos humanos. Na verdade, essa abordagem da KM pela vertente TI começa logo pela coleta de informação, informação essa disponível, em grande parte, nos sistemas informáticos das empresas.

Porém, informação não é o mesmo que conhecimento. Computadores acumulam informação, mas não conhecimento, justamente um dos motivadores mais fortes no aprofundamento da Gestão do Conhecimento: – Qual o papel dos gestores e decisores nesse processo? Como é feita a transformação de informação em conhecimento? Como este conhecimento institucional se torna cognitivo em cada pessoa?

Segundo a PhD. Maria Terezinha Angeloni (UFSC, UNISUL), que vem dedicando os últimos anos ao aprofundamento desta matéria, o que se chama de Inteligência Empresarial contém duas vertentes: a Inteligência Competitiva e a Gestão do Conhecimento: a primeira recolhe, compila, descodifica e transforma a informação retirada do ambiente externo da organização em conhecimento estratégico; ao passo que a segunda faz algo equivalente no ambiente interno, a partir, entre outros, dos dados derivados da gestão. Mais ainda – e é aí que reside o grande diferencial -, a Gestão do Conhecimento reutiliza essa informação para criar uma onda de retorno em forma de conhecimento, de modo que a organização possa aprender consigo mesma. De notar desde logo que Gestão do Conhecimento, ainda que possa ser considerada num perímetro de Inteligência Estratégica, não se confunde com Business Intelligence, conhecida familiarmente por BI.

Em suma, é nessa perspectiva, mais humanizada e puramente de Gestão, que achei interessante este artigo editado no website do Grupo Bridge sobre Gestão do Conhecimento, que possui ainda o atrativo especial de algumas referências sobre a mesma temática, retiradas da visão de Peter Drucker.
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