Aprofundando a abordagem estratégica: teoria e prática

Por Alberto Vieira da Silva

O essencial é sempre simples e ocupa muito pouco espaço. Mas funciona, justamente por ser essencial. Não é por acaso que a frase de Peter Drucker “Management is practice” (Administração é uma prática)* virou um mantra e continua célebre há mais de 40 anos.

Na verdade, o complexo teórico e científico que a Administração utiliza ou atrai, provém em grande medida da prática diária de gestão em milhões de empresas e organizações em todo o mundo e de suas necessidades permanentes de aprimoramento; e, também, da história dos fracassos e de como foram ou não superados. É todo esse conhecimento, reunido, analisado e organizado em universidades, centros de pesquisa e grandes empresas de consultoria, que permite o surgimento de novos modelos e metodologias, o aperfeiçoamento dos já existentes, ou até motivar abordagens inovadoras mais ou menos radicais, como a Inovação de Ruptura de Clayton Christensen, a Estratégia do Oceano Azul de Kim e Mauborgne, ou o movimento Management 2.0 iniciado recentemente por Gary Hamel a partir da London Business School, utilizando o sugestivo termo Hack Management como inspirador.

Num post recente sobre Planejamento Estratégico no fórum Next_MBA Gestão Estratégica, comentei que é comum deparar com alguns equívocos na percepção do que é Planejamento Estratégico, Gestão Estratégica, e Pensamento Estratégico; e que é importante ter uma noção nítida dos conceitos para poder aplicá-los com vantagem no cotidiano das organizações. Os conceitos na área da Administração, por si mesmos, são inertes se não forem testados na prática diária; mas conceitos abrem portas e esclarecem, organizam, iluminam a prática.

Justamente, no artigo Seis Lições sobre Estratégia, Leonardo Araújo e Rogério Gava,  professores da Fundação Dom Cabral, identificam seis aspectos fundamentais na definição das fronteiras da Estratégia:

1. Estratégia é fazer diferente da concorrência.
2. Estratégia é entregar mais valor.
3. Estratégia é pensar o futuro.
4. Estratégia é guiar o mercado e quebrar com as regras existentes.
5. Estratégia não é eficiência operacional, nem fazer o mesmo melhor.
6. Estratégia não é somente planejar.

No texto, os autores aprofundam cada um desses itens, contribuindo para uma identificação mais clara do conceito central de Estratégia  e a forma como abordagens ou ferramentas de Gestão Estratégica se relacionam com o todo, no pensamento e na ação estratégica da organização.

__________

(*)  Já induzido claramente em “The Practice of Management” (1954), Drucker afirma no prefácio de “Tasks, Responsabilities, Practices” (1976): “Em última análise, a Administração é uma prática. Sua essência não é saber, mas fazer. Ela é testada não pela lógica, mas por resultados. Sua única autoridade é desempenho”.

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